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Felicidades

Fiz 24 anos no sábado e estou me acostumando ao fato de estar um ano mais velho. Com 23 anos me sentia muito mais próximo dos 18 anos, que sei que são meus, do que estes 24 que mais parecem andar de mãos dadas com os 30. De qualquer forma, tenho de adimitir que não sou mais um garoto. Sou um homem, isso é fato. Me tragam uma garrafa de uísque, preciso beber até esquecer deste maldito fato.

Não, não tenho problemas com envelhecer, só detesto a ideia de ter de ser auto-suficiente, responsável e blá, blá, blá. Gosto também da minha imagem de garoto safado que já não me cabe mais.

Mas, quando é que eu me tornei homem mesmo? Adulto, eu?! Não, sou jovem, um jovem adulto. Sei lá. Definir em que grupo me encontro não vai me ajudar agora. Enquanto isso, percebo que meus hábitos não me cabem mais. Preciso de novos amigos, novos amores.

Amanheci no dia do meu aniversário, na casa de R. com quem transo com frequência há pouco mais de um ano. E, por mais que ele diga que gosta de estar comigo, ainda me sinto um estranho em seus braços. A sensação de não pertencer a ninguém, nem a nenhum lugar, me perseguiu durante todo dia, que no todo foi insosso. Me senti derrotado ou tolo por acreditar que grandes acontecimentos devem acompanhar a minha passada por este dia.

No fim, agora e pelos próximos dias, me encontro perdido no espaço. Mas, acredito ser um astronauta libertado.

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